“Só sei que nada sei”, essa célebre frase do filósofo Sócrates, continua sendo uma fantástica fonte de inspiração e interpretação. Em nenhum momento ele se referiu a não saber de nada; ao contrário, ele sabiamente nos diz que sabe pouco em relação ao imensurável universo do conhecimento. Em uma comparação com a moderna inteligência artificial a qual também é infinita, podemos afirmar que o saber é infindável.
O desafio para saber os limites do cérebro humano é milenar, desde os primórdios dos tempos que a ciência estuda os nossos limites, e entre pesquisas e teorias ainda está distante de uma afirmação plena do que poderemos realizar, se utilizarmos mais do que os convencionais dez por cento que algumas pessoas chegam a usar.
Esse quesito em si, já poderia ser motivo suficiente para desafiar ultrapassar esse gráfico que a muito tempo continua estável, mas o que fazemos; procuramos estudar os outros, quando o próprio Sócrates nos aconselha a conhecer primeiro a nós mesmos. Ah se concebêssemos a sabedoria necessária para identificar a pessoa que somos, e abandonar o personagem que no maior tempo de vida representamos.
Paz, amor, e esperança, essas três palavras mágicas estão presentes maioria dos que defendem o bem, mas defender não será o suficiente para melhorar o mundo, torna-se necessário agir, somente através de consciências coletivas e humanitárias, poderemos nos aproximar de um efeito de reconstrução.
Só sei que nada sei sobre o quanto eu estou contribuindo para a humanidade, escrevo sobre a vida e a carência de entender as múltiplas escolhas, saber respeitá-las, entendê-las e principalmente aprender a desenvolver da melhor maneira o nosso próprio eu. No entanto, mesmo que o meu principal objetivo com as minhas escritas, seja divulgar o amor e diminuir a desigualdade, bem que eu poderia falar sobre a essência desses valores, em praças, terminais de coletivos, em metrôs, mas a verdade é que nem todos entenderiam meu projeto social.
Se eu tivesse certeza de que teria uma aceitação razoável, eu faria, já que o meu objetivo principal é deixar um legado. Esse é um exemplo típico de que só sei que nada sei, não sei se vale a pena tentar, se irão me entender, se vou conseguir adeptos. Mas se eu agir independente de tudo acima citado, eu sei que tentei.
“O conhecimento é um farol na escuridão”
Antônio Lopes Bezerra